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Parque de Serralves recebe "Parque de Vento Opaco" de Haegue Yang durante um ano

Parque de Serralves recebe "Parque de Vento Opaco" de Haegue Yang durante um ano

O Parque de Serralves, no Porto, vai receber, a partir de hoje e até ao dia 04 de junho do próximo ano, "Parque de Vento Opaco em Seis Dobras", da coreana Haegue Yang, no âmbito do projeto Sonae/Serralves.

Lusa /

A obra consiste em várias estruturas de tijolo com tamanhos diversos situadas na Clareira dos Teixos, pontuadas por vegetação que se irá desenvolver -- ou morrer -- à medida que o tempo e as estações forem avançando.

A presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, realçou, na apresentação hoje à tarde, que é a primeira vez que o trabalho da artista coreana é apresentado em Portugal e a segunda vez que o projeto Sonae/Serralves insere um trabalho no parque.

Pelo lado da Sonae, o copresidente executivo Ângelo Paupério realçou que a parceria com Serralves já tem 27 anos de existência e disse de seguida à Lusa, quando questionado sobre se o projeto é para continuar, que o "programa de compromisso da Sonae com a Cultura e com levar a Cultura às populações deve evoluir e vai continuar a evoluir", podendo adotar contornos distintos das formas seguidas até aqui.

"Não tem de continuar sempre da mesma forma", afirmou o responsável da Sonae, sublinhando a importância de ser "desafiante" quer para a empresa quer para a comunidade artística.

A diretora do museu, Suzanne Cotter, sublinhou os trabalhos expostos ao ar livre em Serralves e destacou o facto de os dois últimos projetos terem sido atribuídos a artistas femininas, o que é "excelente para tornar mais igualitária a programação".

Haegue Yang começou por pedir desculpas por ter "sido tão difícil com tanta gente" e disse aos jornalistas que "quase não há narrativa", frisando o "opaco" do título do projeto, que deriva de uma noção do poeta Edouard Glissant, segundo quem todos têm "direito a ser opacos" em vez da transparência que Yang atribui ao pensamento político neoliberal.

Sobre a vegetação inserida na obra, Haegue Yang disse considerá-la parte de "algo selvagem" e lembrou que "parte dela poderá morrer", consoante o evoluir do clima.

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